sim.to

SIM.to [fotografias 2016 – 2018 / lançamento 2020]: 

Desde meninas, o que nos é ensinado? Desde cedo, o que nos é dito?

Como viemos sendo construídas socialmente? Como nossos pais nos criaram?

Como nós mulheres fomos formadas? Que vergonhas nos foram passadas? Que recatos nos foram imputados? Que ideais de beleza nos foram impostos? O que nos disseram da menstruação? O que nos ensinaram a fazer com nossas fases? O que nos contaram sobre nosso ciclo? Quando despertamos? Tivemos a sorte de nascer e crescer num lar esclarecido, onde pudemos lidar com nosso sangue e entender nossas luas? Ou descobrimos de forma autônoma e intuitiva?
Quem nos podou? Quem nos castrou? Como ressignificar?

O Sim.to é um sim ao nosso sentir, um sim ao viver nossas fases plenamente, um sim a nosso sangue, à nossa lua. Aceitar que somos cíclicas e não loucas, como quiseram nos fazer crer. Mudar, inclusive para nós mesmas, o modo como a gente se sente, se percebe. Nos permitir; buscar o que sentimos nos nossos ciclos; quando sangramos; quando estamos na TPM; quando o sangue vai embora; quando ovulamos. Sentir. E dizer sim à nossa natureza. E dizer sim à nossa mulher selvagem.

Este é um convite às mulheres que sentem passar pela vivência de coletar seu sangue, guardar e depois experienciá-lo em seu corpo... com seu corpo... reconectando... ressignificando... sentindo o que vier o nojo, o feio, o sujo, o escondido. O poder de tomar e domar o seu ciclo. É chegada a hora de nos reconectarmos com nossa mulher selvagem há tanto calada e escondida. Vamos?

SINTO.
SIM.TO.
SIM, TU.
quem é este tu, se não tu mesma, teu sangue...

 

Texto: Paula Smith
 

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